Planejada exposições / Projetos
Esta é a minha primeira exposição em São Paulo e decidi expor com Peter Svedberg por ser um dos meus artistas preferidos da cena sueca. Já tínhamos trabalhado juntos anteriormente na Suécia no "Projekt kulturpark" (Projeto Parque da Cultura), iniciado e dirigido por mim em 2003 e 2005. Éramos sete artistas e fizemos instalações expostas em 2003 na área de Lejonslätten, na ilha de Djurgården, em Estocolmo; e em 2005 no parque do palácio Ulriksdal. Cada um de nós trabalhou com idéias próprias e depois juntamos as obras no parque, de maneira que cada trabalho invadia a esfera do outro e "estorvava" os trabalhos individuais, o que se tornava emocionante e ao mesmo tempo inesperadamente grande.
Nesta ocasião Peter Svedberg expõe quatro das suas imagens de Estocolmo atrás de placas de vidro empilhadas. Eu mostro meus monotipos sobre placas de alumínio.
Minhas placas com figuras presas incomodam as pessoas em geral. Acredito que, ao pintar as minhas figuras dentro de jaulas, assinalo as limitações dos próprios espectadores. Costumo chamá-las de "salas deterministas". Não faço isso para dizer que as pessoas estão predestinadas, mas pressuponho o brando determinismo. Será que esse determinismo pode ser visto como um equilíbrio entre os bem tratados e os maltratados?
No trabalho com a minha parte desta exposição, tenho usado elementos de duas exposições anteriores. A primeira, chamada "Inutil", foi mostrada parcialmente em 2008 no Operating Place de Estocolmo; no ano seguinte foi mostrada integralmente no Centro Cultural Maria Teresa Vieira no Rio de Janeiro. Nela abordava a resistência civil, atiradores de pedras como combatentes da liberdade ou ainda terroristas. A outra exposição de nome "Äga Rum" (ter lugar) aconteceu na galeria Ad Hoc/Smak de Estocolmo. Nas imagens – tomadas neste mesmo ano – apareciam pessoas (presas em suas jaulas) no metrô ou nas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval.
Ao tentar juntar agora estas duas exposições tão diferentes, as identidades se apagam e as imagens se tornam mais semelhantes. O atirador de pedras em Fallujah bem que poderia estar dançando nas ruas do Rio de Janeiro. O vago, o poético, tem lugar de destaque.
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Bem-vindo à dia da abertura 19 de maio
Galeria Dalmau
David Dalmau Barrus
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Dalmau Studio
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